

O MEU PERCURSO
ENTRE SOBREVIVER EM SILÊNCIO, RECONSTRUIR QUEM SOU E TRANSFORMAR A EXPERIÊNCIA
EM VOZ PÚBLICA.
DA SOBREVIVÊNCIA À RECONSTRUÇÃO
Durante 32 anos, permaneci em silêncio sobre o abuso sexual que vivi na infância. Por fora, aparentava força e funcionalidade mas por dentro, carregava uma história que continuava a influenciar a forma como me via, me relacionava e fazia escolhas.
Foi preciso um histórico de relacionamentos abusivos, um casamento marcado por violência doméstica e um divórcio litigioso para iniciar um profundo questionamento sobre a minha vida. Comecei a compreender as crenças autodestrutivas que se tinham formado a partir das experiências de abuso e as adaptações que, durante anos, confundi com a minha identidade.
Ao reconhecer verdadeiramente o que me tinha sido feito, pude estudar, elaborar e integrar a minha história. Assim começou a reconstrução de uma identidade menos organizada em função dos outros e mais fiel a quem sou.
GESTÃO, BE BRAVE E A GRANDE TRAVESSIA
O meu percurso profissional começou com uma licenciatura em Gestão em Saúde. Com o tempo, percebi que também essa escolha tinha sido condicionada pela necessidade de corresponder a expectativas exteriores, mais do que por uma afinidade verdadeira com a gestão.
Seguiram-se sete anos de procura por um trabalho com significado, que a um nível mais profundo, era também uma procura por mim mesma. O encontro com o coaching e a Programação Neurolinguística marcou o início de uma nova direção e proporcionou-me ferramentas importantes para o meu próprio desenvolvimento.
Em 2015, fundei a Be Brave, um projeto de desenvolvimento e transformação pessoal. Ao longo de uma década e de mais de 4.700 sessões de acompanhamento individual, trabalhei com diferentes pessoas, histórias e percursos, enquanto aprofundava o estudo do comportamento humano e das relações.
Mais recentemente, formações sobre Trauma, Psicanálise do Trauma de Abuso Sexual na Infância e Reconstrução, Educação Sexual-Emocional e Prevenção de Abusos Sexuais, destinados a crianças, adolescentes, pais e educadores, expandiram o meu conhecimento e entendimento. Assim, a minha experiência pessoal, o trabalho desenvolvido através da Be Brave, as formações e a investigação que sustentou a escrita de A Grande Travessia permitiram-me construir uma compreensão integrada sobre abuso sexual na infância, trauma relacional complexo, adaptação, vínculos e identidade. A oratória também foi preparada na formação Orador de Elite, do renomado palestrante André Leonardo, do Faz Acontecer®.

Rita Amaral
"Eu tinha uma grande dificuldade em mostrar o meu verdadeiro Eu e foi um processo muito bonito. E que acabou por me trazer mais resultados do que aquilo que eu achava."
TESTEMUNHOS BE BRAVE

Sofia Pereira
"(...) destaco sem dúvida a relação de confiança, responsabilidade e empatia que se estabeleceu desde o início entre nós, bem como a forma cuidada e atenta com que foi adequando as estratégias e metodologias (...)"

Cátia Santos
"(...) tinha muitos medos, não conseguia organizar os meus pensamentos, tinha medo de magoar as outras pessoas (...) [Agora] posso ter medos mas enfrento-os."
A GRANDE TRAVESSIA E A VOZ PÚBLICA
A decisão de escrever a minha história nasce da necessidade de nomear experiências envolvidas em silêncio e deixar um testemunho para quem atravessou vivências semelhantes, mas ainda procura compreender o impacto que tiveram na sua identidade e nas suas escolhas.
Escrever A Grande Travessia foi simultaneamente uma forma de reorganizar a narrativa da minha própria vida. Permitiu-me transformar uma história marcada por obstáculos e perdas numa obra com significado pessoal e relevância coletiva.
O livro assinala a passagem da experiência privada para uma voz pública e consolida o lugar que hoje assumo enquanto autora, oradora e educadora.
O MEU TRABALHO HOJE
Hoje, o meu trabalho desenvolve-se através da escrita, de palestras e de formações sobre abuso sexual na infância, trauma relacional, reconstrução da identidade e liderança pessoal.